terça-feira, maio 11, 2010

A Dois


É inevitável olhar em teus olhos
É impossível não querer estar perto
É um emaranhado de sentimentos
É uma leva de sensações
Voamos juntos em cores inquietas
Subimos morros de euforias
Regozijamos a vitória de nossas escaladas
Tudo é intrínseco
Tudo é mutuo
Uma troca cheia de alegrias
Lágrimas que sempre correr
E juntos somos felizes e tristes
Juntos somos escolhas certas e erradas
Juntos somos caminho sem volta, paradas e estanques
Loucuras ambíguas, ambivalentes
Embriagados, alucinados
Sempre seremos mais de um
Nunca estaremos a sós
Pois até na solidão estaremos lá
Seremos sempre mãos entrepostas
Seremos braços abertos
Seremos lucidez momentânea
Seremos fala e silencio
Segredos e escancares
Amantes e desamados
Mas sempre seremos fieis, pois seremos dois.

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