Todas as tardes ela se sentava naquele banco, ali era seu momento, percebia que a rotina á havia pego mas mesmo sem querer tinha se acomodado e não via nada que pudesse fazer. Olhando aquelas árvores várias coisas lhe passavam pela cabeça, não saberia responder se era feliz entretanto de uma coisa tinha certeza levav uma vida tranquila.
Certa vez ao completar sua rotina, sentadano banco, estava com a cabeça longe, de repente sentiu algo ao seu lado, ficou com raiva, aquele era seu momento e ninguém tinha o direito de interferir. Olhou para o lado, ele estava ali,, parecia triste assim como ela mas assim que seus olhares se cruzaram ele lhe sorriu terna e sinceramente. Ela achou aquilo estranho, as pessoas não se aproximavam dela, muito menos riam para ela assim tão espontaneamente.
O ambiente foi ficando pesado, eles queria conversar e com o tempo foi o que fizeram. Ele lhe contou traumas de infancia, ela confidenciou manias jamais pronunciadas, aquele banco que para eles era a confirmação de suas pacatas rotinas, agora se tornava o momento mais esperado do dia.
Ela viu com o tempo sua vida se modificando e tinha medo, se perguntava todos os dias quem tinha dado aquele direito á ele, chegar assim do nada e mudar tudo. Ela percebeu que todos acreditam que são felizes até conhecerem a felicidade e ele a apresentou á ela...
Hoje ele se foi, ela não entende o por que assim como não entendeu quando ele apareceu. Mas hoje ela sabe que quem deu á aquele estranho o direito de modificar toda sua vida foi ela.